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Foragido da Operação Rejeito volta ao Brasil e passa a cumprir prisão domiciliar

Publicada em: 10/02/2026 19:38 -

Hidelbrando Neto retorna ao país sem os cargos que ocupava de secretário de Meio Ambiente e vice-prefeito de Itaúna, na região Centro-Oeste de Minas

 

Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto, foragido da Justiça desde setembro de 2025, foi preso ao retornar ao Brasil nesta segunda-feira (9/2) e passou a cumprir prisão domiciliar. A informação foi confirmada pela defesa, que afirmou que ele voltou de forma “voluntária” ao país. No mês passado, a Polícia Federal (PF) informou que iria incluí-lo na lista da Interpol, o que significa comunicar a outros países que ele era procurado pelas autoridades brasileiras.

 

O retorno ocorre cinco meses após a PF ter pedido sua prisão preventiva no âmbito da Operação Rejeito. Deflagrada em setembro de 2025, a operação investiga um esquema envolvendo órgãos ambientais do estado em benefício da mineração ilegal. Hidelbrando está entre os possíveis envolvidos, e a polícia apura crimes como organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, além de possível crime ambiental. Dois dias antes do cumprimento dos mandados de prisão, ele viajou para os Estados Unidos e não havia retornado ao Brasil desde então.

 

Agora, Hidelbrando volta ao país sem os cargos que ocupava de secretário de Meio Ambiente e vice-prefeito de Itaúna, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. Na semana em que a prisão foi decretada, a prefeitura o exonerou do cargo de secretário. Já o mandato de vice-prefeito foi destituído em meados de janeiro, por decisão do presidente da Câmara Municipal, após a defesa ter conseguido suspender na Justiça o processo de cassação que tramitava contra ele desde outubro do ano passado na Casa. Até o momento, não houve recurso contra a destituição do cargo determinada pela presidência da Câmara.

 

A assessoria do PL em Minas foi procurada para esclarecer se o partido pretende manter Hidelbrando em seu quadro de filiados. Caso haja retorno, a matéria será atualizada. Já a defesa do político afirmou que informará em breve atualizações sobre o processo.

 

Ao retornar ao Brasil apenas em fevereiro, Hidelbrando evitou, ao menos até o momento, a prisão em penitenciária, como ocorreu com outros investigados. Em janeiro, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) determinou a soltura dos alvos da Operação Rejeito que ainda estavam em prisão preventiva, mantida entre setembro e janeiro. Os investigados passaram a cumprir medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e restrições de circulação.

 

Hildebrando Canabrava Rodrigues Neto, supostamente atuava no nível operacional de uma organização criminosa que utilizava possíveis empresas de fachada no setor de mineração. Entre os integrantes, está Gilberto Henrique Horta de Carvalho, também filiado ao PL e próximo das principais figuras do partido em Minas. Gilberto é apontado como provável articulador externo e responsável pela operacionalização financeira e era sócio de algumas empresas com Hidelbrando.

 

De acordo com a apuração da PF, Hildebrando participava ativamente de um grupo de WhatsApp usado para tratar de atividades ilícitas, era sócio da BRAVA Mineração e aparece em conversas interceptadas como articulador de ato de corrupção. A Justiça Federal determinou na época o sequestro e a indisponibilidade de todos os bens imóveis, a apreensão, arresto e sequestro de veículo do vice-prefeito via Renajud (Restrições Judiciais Sobre Veículos Automotores), além da suspensão das atividades da empresa BRAVA. 

Por Salma Freua

Fonte: O Tempo

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